01 de Set de 2016

Projeto transforma o ambiente escolar com a participação da comunidade

Em escolas públicas de Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a iniciativa envolve crianças, famílias e educadores na ressignificação do espaço

Projeto transforma o ambiente escolar com a participação da comunidade

Apesar da arquitetura escolar ser essencial para potencializar práticas educativas, nem sempre ela é pensada conforme o projeto pedagógico de uma instituição. Com o objetivo de ressignificar o espaço físico de escolas públicas de cidades brasileiras, o projeto Territoriar aposta na escuta e no envolvimento de toda a comunidade.

Desenvolvido pela Rede Marista de Solidariedade, o projeto teve início com a percepção de que o espaço físico também contribui para inspirar inovações no dia a dia da escola. Baseado nas diretrizes de infraestrutura do PNE (Plano Nacional de Educação), a iniciativa conta com a participação de alunos, famílias, educadores, gestores e voluntários, que se organizam em comitês multidisciplinares para pensar na transformação da escola.

“Nós construímos isso com a participação de várias pessoas que estão no dia a dia das escolas. O projeto nasce na expectativa de contribuir com uma educação de qualidade nos municípios”, explica Bárbara Pimpão, coordenadora do projeto, no Centro Marista de Defesa da Infância. Ela conta que o projeto trabalha com uma metodologia aberta, que prevê a adaptação ao território e contexto de cada escola.

No último semestre, 15 escolas de sete cidade de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso participaram do Territoriar. Inicialmente, o projeto convida a comunidade escolar a mergulhar em conceitos e práticas para avaliar as possibilidades de ressignificação do espaço. A equipe do comitê multidisciplinar participa de formações que abordam arquitetura escolar, territórios educativos, projetos pedagógicos nos espaços educativos, legislações, currículo e também a concepção de família e criança.

Na etapa seguinte, as escolas definem prioridades, selecionam quais espaços desejam transformar e elaboram um planejamento. Para fazer esse diagnóstico, são ouvidos todos os atores da comunidade escolar, inclusive os alunos. “Quando constituímos os comitês, nosso cuidado era fazer com que a fala da criança e do adulto tivessem o mesmo peso”, explica a educadora Danielle Bairro, da Rede Marista.

Informações de contato

(62) 3287-5508

Rua 1º de março, Nº.222, Qd.2 Lt.13 - Vila Luciana - Goiânia - GO, CEP: 74373-060 Como chegar

Contato rápido

Loading Enviando...